Grupo Tangará transfere atividades de Vila Velha (ES) para Manhuaçu (MG) investimento de 65 milhões

0
239

Foto; alguns dos produtos da Tangará

Suporte do INDI foi decisivo nas negociações em frentes como incentivos fiscais e licenciamento ambiental 


Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, já possui um dos maiores centros de produção de soluções lácteas do país e será ainda maior. É que a Tangará Foods, do Grupo Tangará, com mais de 50 anos de atuação, prevê consolidar investimentos de R$ 65 milhões no município até fevereiro de 2021, decorrente da transferência das atividades industriais que eram realizadas em Vila Velha (ES) para Minas Gerais.

Com apoio e suporte da Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais, o INDI, o objetivo da empresa é dobrar a capacidade produtiva da planta local. Com isso, a previsão é de gerar 220 empregos diretos e outros 1.760 indiretos. O INDI é vinculado a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDE).  

A Tangará é uma empresa genuinamente nacional, agora sediada oficialmente em Manhuaçu. É voltada para a importação, exportação, industrialização e comercialização por atacado e varejo de produtos alimentícios em geral, para consumo humano e animal, inclusive bebidas e hortifrutigranjeiros. Também atua nos segmentos de agronegócios e construção civil. 

Especialistas em compostos lácteos, o mix de produtos da Tangará ainda inclui leite em pó, leite desnatado e soro de leite. Conforme o presidente da empresa, Aloizio Junior, a expectativa é de que os investimentos, iniciados no primeiro semestre deste ano, sejam concluídos até fevereiro de 2021. 

Aloizio explicou que as obras incluem toda a remodelação da indústria e a refação dos galpões, além de duas torres de secagem que comportam duas mil toneladas por mês. Com as intervenções, elas passarão a comportar mais que o dobro: cinco mil toneladas.  

Ainda segundo o presidente da Tangará, o INDI teve papel decisivo na transferência e na ampliação das atividades na Zona da Mata mineira. “O INDI apoiou irrestritamente todas as demandas que tivemos. A Agência sempre agilizou nossos trâmites com diversos órgãos, como a Jucemg e a Secretaria de Estado de Fazendo, por exemplo. Além disso, também fizeram a ponte com a Federação das Indústrias de Minas Gerais, a Fiemg, e nos orientaram quanto aos incentivos fiscais. Foi um suporte decisivo e que nos abriu as portas do Estado, mostrando quais os melhores caminhos. Não fosse o INDI, não estaríamos num estágio tão avançado e, provavelmente, não teríamos chegado até aqui”, afirmou. 

O gerente do Setor de Agronegócios do Indi, Lucas Freire Silva Fonseca, também recorda que Agência esteve presente desde o início das negociações em Manhuaçu, facilitando e estimulando o ambiente de negócios entre todas as partes envolvidas na transação. 

“Acompanhamos o projeto desde o início, prestando todo o suporte necessário em relação aos incentivos fiscais e de licenciamento ambiental, por exemplo. Conforme as demandas foram surgindo, fomos assessorando todas as questões, sempre buscando agilizar e desburocratizar o processo”, disse. 

Ainda conforme Fonseca, enquanto a empresa existir, toda e qualquer necessidade que o grupo tiver perante o Estado, a Agência estará pronta para auxiliar. “Nosso trabalho é contínuo. A cada fase, os desafios se renovam e precisam ser redimensionados”, observa. 

De acordo com o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, o trabalho do governo é fomentar ainda mais o desenvolvimento econômico de Minas. “A mudança da Tangará para Manhuaçu representa a confiança do empresário na gestão do governador Romeu Zema. Apesar do cenário de crise econômica mundial provocado pela pandemia da covid-19, os empresários ainda acreditam que Minas Gerais é o melhor lugar para instalar suas empresas”, avaliou.

Trajetória – A partir de 2010, a Tangará Foods decidiu focar sua estratégia nos mercados varejistas de lácteos e derivados, visando uma maior participação das vendas no mercado interno. Entre os principais passos dessa estratégia está a aquisição, em 2011, da empresa Laticínios Vale do Taquari Ltda, localizada em Estrela (RS), que realiza a secagem do leite. Isso possibilitou à Tangará ter acesso a uma bacia leiteira que permitiu ampliar o mix de produtos oferecidos pela empresa. 

De 2013 em diante, o grupo diminuiu significativamente as operações de comercialização de commodities para focar na indústria de laticínios, voltada para o mercado de food service, com a comercialização de produtos com marca própria e de maior margem agregada. 

Foi em 2019 que a empresa adquiriu uma planta industrial de secagem de leite/composto lácteo em Manhuaçu, com o objetivo de dobrar sua capacidade produtiva e, dessa maneira, com apoio do Indi, intensificar sua participação nesse mercado. Um desafio que ganha um novo capítulo com os mais recentes investimentos do grupo na Zona da Mata mineira.