Em Viçosa 105 empresas fechadas e 778 pessoas desempregados por causa da pandemia

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Desde março, quando foi decretado Estado de Emergência em Viçosa, na Zona da Mata mineira, até o fim de agosto, 105 empresas fecharam as portas e 778 pessoas foram demitidas na cidade e microrregião. O dados foram apresentados pelo empresário e conselheiro da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial locais, Paulo Márcio de Freitas, nesta sexta-feira (5), durante encontro do Comitê Especial de enfrentamento à COVID-19.

Os números não abrangem os Microempresários Individuais (MEIs) sem trabalho e levantam a discussão em torno dos impactos negativos à economia local trazidos pelo rodízio de Cadastro de Pessoa Física (CPF). O mecanismo foi criado pela prefeitura para regular o acesso ao comércio.


Pelo modelo, as pessoas têm dias específicos para comprar em algumas lojas e estabelecimentos, conforme o número do seu documento de identificação. O objetivo é evitar aglomerações e organizar a atividade comercial. Contudo, Freitas chama a atenção para a queda das vendas e, consequente, o encerramento das atividades de várias organizações, principalmente as de pequeno porte, com maior dificuldade de acesso à capital de giro.

A secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Ivone Barros, reforçou a preocupação com a situação hoje vivida pelos comerciantes, agravada pelas circunstâncias adversas decorrentes da pandemia e reafirmou não haver estatísticas locais capazes de confirmar a real efetividade do rodízio de CPF. “Não podemos relacionar a crise, exclusivamente, ao rodízio, mas agora o setor econômico está gritando, as empresas estão fechando e os empresários passam por dificuldades severas. As dificuldades estão aí para serem consideradas”, destaca.

Ela acrescenta que a prefeitura já fez a medição da área da maioria dos estabelecimentos da cidade. Os comerciantes só podem atender determinado número de clientes por vez, de acordo com o tamanho das lojas. A intenção dos representantes da classe empresarial é que o rodízio do CPF seja, ao menos, flexibilizado, para liberação de compras segundo o último número do documento. Assim, números pares e ímpares poderiam ir às compras um dia sim e outro não, aumentando o número de vezes por semana.