Profissionais do HAG passam por atualização para atendimento antirrábico humano

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Na manhã de quarta-feira (11/07), representantes da Superintendência Regional de Saúde (SRS) estiveram no Hospital Arnaldo Gavazza em reunião com médicos, enfermeiros e farmacêuticos para orientar sobre o uso de soro e vacina antirrábica.

De acordo com a Norma Informativa (NI) nº 40 de 2019, divulgada pelo Ministério da Saúde, “os estoques dos soros antibotrópico (pentavalente)(SABr), antiescorpiônico (SAEsc) e antirrábico (SAR) do Ministério da Saúde encontram-se aquém do quantitativo necessário para cumprimento da distribuição da rotina mensal às 27 Unidades Federadas. Os laboratórios produtores de antivenenos no Brasil, Instituto Butantan (IB), Instituto Vital Brazil (IVB) e Fundação Ezequiel Dias (Funed), tiveram redução na capacidade produtiva em razão da obrigatoriedade de cumprir as diretrizes estabelecidas pela RDC nº. 17, 16 de abril de 2010, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária-ANVISA, a qual dispõe sobre as ‘Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos’.”


A médica veterinária da SRS Ponte Nova, Graziele Menezes Ferreira Dias, ressaltou a importância de o hospital seguir o protocolo clínico recomendado pelo Ministério da Saúde, evitando, assim, a falta de antivenenos para tratar os pacientes em situação mais grave.

A NI enfatiza que o uso de soro e vacina antirrábica deve ocorrer “em situações em que há morcegos e outros animais silvestres envolvidos, e também em situações em que cão e gato não são observáveis. Nos casos em que cão e gato são passíveis de observação, não é indicado o uso de soro antirrábico, a não ser que o animal evolua ao óbito, desapareça ou apresente sinais clínicos”.

A raiva se desenvolve em cães e gatos em até 10 dias após a contaminação e é fatal. Caso após esse período de observação o animal esteja bem, significa que ele não tem raiva e não transmitiu para a vítima da mordida. Em humanos, a doença se manifesta em até dois anos após a mordida, sendo mais rápida quando ocorre nas mãos, nos pés, pescoço e cabeça. O humano acidentado com cão ou gato, em caso não grave, pode observar o animal para não entrar em tratamento profilático sem a real necessidade.

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