Presidente da Assuvap avalia o cenário econômico da suinocultura atual

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Foto: Fernando Araújo, Presidente da Assuvap

O presidente da ASSUVAP, Fernando Araújo fez uma breve avaliação do cenário econômico da suinocultura atual, enfatizando em como o mercado globalizado influencia diretamente na produção brasileira. Confira:


“A Suinocultura é conhecida como uma atividade cíclica. Momentos de rentabilidade se alternam com prejuízos avassaladores. Para produzir um suíno de 120kg para abate são necessários 13 meses, desde a seleção das futuras reprodutoras. Portanto, é um investimento de médio prazo, em que as expectativas nem sempre viabilizam o retorno sobre o capital investido.

As últimas semanas foram favoráveis para a suinocultura. Com altas crescentes, temos testado os preços máximos, semana a semana. No final de abril, a Bolsa de Suínos do Interior de Minas (BSim) indicava o valor de R$ 4,30; pouco mais de um mês depois, presenciamos uma valorização histórica com o produto sendo cotado a R$ 5,90. A alavancada dos preços do quilo vivo é reflexo direto da lei da oferta e procura. Após 01 ano de crise que reduziu a oferta de animais aliado ao aumento das exportações, o mercado interno enfim reagiu e se tornou aquecido com a escassez de suínos para abate.

A alta das referências de preços dos suínos é um alívio para o produtor que acumulou grandes perdas no ano passado.

No contexto do mercado globalizado, a corrente que nos favorece parte do continente asiático. Segundo as previsões mais recentes, o mercado continuará firme mantendo boas margens para a atividade.

De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques de carne suína no último mês registraram uma alta considerável. Ao todo foram 67,2 mil toneladas exportadas – um crescimento de 41%. Destaque para a disparada das exportações para a China, que representou 31,9% dos embarques – e crescimento de 51% em relação ao mesmo período do ano passado.

O livre mercado e o modelo de produção independente é um diferencial nos momentos de bonança e em contrapartida tem se tornado um vilão em momentos de rentabilidade negativa.

Nossa atividade é dependente do mercado externo e sabemos da alta volatilidade deste mercado, haja vista o recente exemplo da Rússia, que no final de 2017 suspendeu as importações da carne brasileira, gerando a desvalorização do nosso produto para níveis alarmantes.

O momento agora é de reflexão. Devemos trabalhar para aumentar os ganhos de produtividade, pois ele impacta diretamente na redução dos custos de produção, tornando um ativo para nossas empresas.

Produzir mais com menos é uma premissa para continuarmos crescendo com sustentabilidade”.