Escritora Pontenovense lança livro sobre o Massacre da Cadeia de Ponte Nova em 2007

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A escritora pontenovense Dodora Mucci está lançando um novo livro. Depois do bem sucedido lançamento beneficente de Maycon, em prol dos hospitais Gavazza e Nossa Senhora das Dores, agora Dodora lança GRADES FÍSICAS, GRADES MORAIS, em que narra os fatos que antecederem o triste massacre da Cadeia Pública, em 23 de agosto de 2007. O lançamento está marcado para a próxima sexta-feira, dia 22, às 19 horas, na OAB — Subseção de Ponte Nova.

Para que a tragédia não se repita.


Nem em Ponte Nova, nem no Brasil.

Fatos recentes da vida brasileira chocam a opinião pública e a população de todas as camadas sociais, provocando intensos debates. A violência está em todas as partes. Não respeita mais nada.

Atinge a todos, indistintamente, provocando sofrimento e dor. Ponte Nova também já enfrentou uma situação assim.

No dia 23 de agosto de 2007, aconteceu uma trágica rebelião dos detentos na Cadeia Pública de Ponte Nova, que teve grande repercussão internacional. Vinte e cinco detentos morreram carbonizados, formando uma bola num grande abraço.

Nesse contexto, Maria Auxiliadora Mucci Sant’Anna, a Dodora Mucci, lança em Ponte Nova mais um livro. Ela que, recentemente, lançou a segunda edição de Maycon, num evento beneficente em prol dos hospitais Gavazza e Nossa Senhora das Dores, apresenta agora o que ela chama de a sua verdade sobre o massacre da Cadeia Pública de nossa cidade, em 2007.

Entender o verdadeiro objetivo da vida sempre foi o grande objetivo da vida de Dodora que, desde muito jovem, participou da Pastoral Carcerária, colaborando para dar aos detentos o que ela acredita que seja capaz de recuperá‐ los: o Amor.

Sua experiência, interrompida apenas depois da tragédia, é detalhadamente narrada neste Grades Físicas, Grades Morais, em que ela detalha os acontecimentos que culminaram com a chacina que chocou Ponte Nova.

Dodora não acusa; nos chama à reflexão. Não aponta culpados; indica modos e maneiras que podem ser adotados, de modo a permitir que os detentos sejam, antes de mais nada, tratados como seres humanos em débito com a sociedade. É preciso oferecer‐lhes condições de se reabilitarem para participar da vida aqui fora, trabalhando e convivendo dignamente, com um foco diferente dos tratamentos até hoje promovidos em todo o País e que ela — aí, sim, acusa — já demonstraram por A + B que nãoderam certo e que precisam ser mudados.

Grades Físicas, Grades Morais expressa também a visão de Dodora sobre os conflitos ético, moral, espiritual e humano, que enfrentou no decorrer de sua jornada. Hoje, professora e assistente social aposentada, Dodora descobriu, ao longo desse voluntariado que o tema é delicado, polêmico e, para muitos, de difícil aceitação.

Sonha com uma política séria, com ética e bom senso. E afirma que vai continuar sonhando, não apenas para termos um Brasil melhor, mas um Mundo mais feliz, pois neste Planeta a felicidade real é a paz interior, a alegria do dever cumprido, de ser e viver.