Zé do Pedal irá navegar o Rio Doce em um barco a pedal, plantando Ipês

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Zé do Pedal explica; o motivo da presente é solicitar apoio na divulgação do projeto “Da Montanha ao Mar – Um Rio de Esperança” Mesmo que será realizado pedalando um pedalinho Cisne, saindo de Bento Rodrigues, município de Mariana – MG, percorrendo o leito do Rio Doce até sua Foz, no município de Regência no Espírito Santo.

O pedalinho a ser usado na jornada foi doado ao projeto pela fabrica Ipê Fibra (www.ipefibra.com.br)


São objetivos do Projeto:

1 – Fazer um apelo à sociedade para que tome atitudes positivas visando a recuperação das matas de topo e ciliar do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem de Fundão.

2 – Durante o percurso serão plantadas 1300 mudas de Ipês (considerado árvore-símbolo do Brasil) a cada quilômetro às margens dos rios e, também, nos municípios pelos quais o rio passa, que possibilitará, em um médio período de tempo – 4 a 5 anos-, um colorido todo especial à essas terras que fazem parte da paisagem natural das margens do rio um lugar de beleza ímpar, mostrando a todos que a esperança da recuperação do rio é uma realidade.

3 – Com crianças da Rede de Ensino plantar, em cada município visitado, a Árvore da Esperança.

4 – Ser parceiros do projeto Global do Lions Clube Internacional em seu objetivo de plantar um milhão de arvores em todo o planeta

“A beleza do Ipê está na ternura de suas flores que enche nossa alma de alegria ao ver o prisma de sua beleza refletindo a grandeza da natureza”. Zé do Pedal.

A Esperança começa no Encontro

Passados três anos do rompimento da barragem do Fundão, cuja lama sepultou o Distrito de Bento Rodrigues, Zé do Pedal pretende percorrer o leito do Rio Doce, saindo das ruinas daquela comunidade, no município de Mariana, até sua Foz, no município de Regência no Espírito Santo.

Na tarde de hoje, 5 de novembro, às 15h20min, o próximo projeto de José Geraldo de Souza Castro, o Zé do Pedal, “Da Montanha ao Mar um Rio de Esperança” teve  a marca de seu lançamento em Viçosa, no local conhecido como “Encontro”, no Bairro Barrinha,  com o plantio de  mudas de Ipês, ato que norteará toda a campanha. A escolha do local é bem simbólica, uma vez que ali se encontram o ribeirão São Bartolomeu e o rio Turvo Sujo (mais adiante, em Duas Barras, o manancial é fortalecido pelo rio Turvo Limpo e segue até o rio Piranga, principal formador do rio Doce).

O horário do lançamento tem um motivo muito especial. Foi exatamente àquela hora, do dia 5 de novembro de 2015, que a barragem de Fundão, na histórica Mariana, se rompeu, jogando milhares de metros cúbicos de dejetos de mineração destruindo tudo que encontrava à sua frente e levando por água abaixo, no seu rastro de destruição, muitos sonhos, além da vida de 19 pessoas, moradoras do distrito de Bento Rodrigues.

Foram plantadas, em parceria com o departamento de parques e jardins da Prefeitura Municipal de Viçosa, 19 mudas de Ipê Amarelo, símbolo da campanha.

O início da jornada, que consiste na plantação de 1.300 mudas de Ipê ao longo das margens do Rio Doce, a partir do Ribeirão do Carmo até a foz,  no município de Regência, será dia 22 de março do ano vindouro. O Ativista fará todo o percurso de 623 quilômetros em um pedalinho cisne: “Será uma muda de Ipê Amarelo para cada dia do rompimento da barragem. Nas cidades e comunidades afetadas pela lama, serão plantados Ipês brancos, com a participação de crianças da Rede de Ensino, simbolizando a vida renascendo da lama”, ressaltou.

Devido à falta de navegabilidade do Ribeirão do Carmo entre Bento Rodrigues e Barra Longa, a primeira etapa do projeto será em bicicleta. O ativista sairá de Bento Rodrigues rumo a Biquinha, Paracatu de Baixo, chegando a Barra Longa de onde começará o roteiro com o pedalinho Cisne.

O ativista informou que o projeto é um apelo à sociedade para que tome atitudes positivas visando a recuperação das matas de topo e ciliar do Rio Doce, atingida pelo rompimento da barragem de Fundão. “Não é um protesto. É um ato de amor pelo Rio Doce. Já se passaram 3 anos de um dos maiores desastres ambientais na história do nosso país e até hoje são contadas as ações positivas a favor do rio e das famílias atingidas pelo rompimento daquela barragem”. Disse Zé do Pedal

Atualmente, com o apoio do COOPSOBERBO, Posto do Beto, Autopeças Bicalho, Ipê Fibras, Elaine Fontes, Daniel Lopes e ribeirinhos, o ativista está fazendo o levantamento da geografia do rio, principalmente localizando cachoeiras e corredeiras ao longo dos 623km do percurso do rio.

Com apoio do Lions Club, mas sem patrocinadores, a jornada será financiada com patrocínios e apoio popular. “Qualquer pessoa pode patrocinar o plantio uma muda, que será plantada, em seu nome, durante a execução do projeto”. Concluiu o ativista.

Saiba mais

Quem é Zé do Pedal.

145.000km de pedaladas ao redor do mundo.

Fotógrafo, técnico em turismo, ativista social, ambientalista e ciclista, o mineiro de Guaraciaba, José Geraldo de Souza Castro, 61, realiza, há 35 anos, inusitadas aventuras ao redor do mundo.

A história do Zé do Pedal começa em novembro de 1981, quando decidiu viajar do Brasil à Espanha, em bicicleta, para assistir a copa do mundo de futebol “Espanha ‘82”, onde a Seleção brasileira, igual que em Joanesburgo, não teve lá muita sorte. E em uma tarde gris, na cidade de Barcelona, o Brasil caia aos pés da Itália, dando adeus ao sonho do Tetracampeonato. A bordo do transatlântico que o levou de volta ao Rio de Janeiro, Zé do Pedal foi sonhando com uma volta ao mundo em bicicleta. Pronto, a partir dai, não parou mais.

Daquele longínquo novembro até hoje, visitou 74 paises em cinco Continentes, percorreu 145.000km a “base de pedaladas”, assistiu a três copas do mundo de futebol, passou por quatro guerras civis, enfrentou chuvas monzonicas, terremotos, sobreviveu a cinco furacões. venceu uma maratona, em Lima, Peru. Visitou ilhas paradisíacas e conheceu os sofrimentos de crianças e adultos em campos de refugiados da guerra do Vietnam. Uma guerra absurda, que ao final só deixou destruição e morte.

Conheceu a seca, a fome e a miséria dos povos da África e do povo nordestino. Viu sorrisos de crianças brincando as margens do “Velho Chico” e lágrimas nos olhos do barranqueiro ao ver o leito do rio quase seco.

Visitou lugares que marcaram a historia, como: Torres Gêmeas, Pirâmides do Egito, Partenon de Atenas, Torre Eiffel, Taj Mahal, a ponte sobre o Rio Kwai-Ai, Torre de Pisa, e tantos outros. Enfim, suas viagens foram grandes aulas de geografia, historia e, principalmente, uma aula de vida.