Crônica da Priscilla Porto: O combustível nosso de cada dia

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Estou escrevendo esta crônica, porque, por enquanto não preciso de combustível – etílico – para fazê-lo.

Mas, daqui a alguns dias, posso não ter mais combustível – orgânico – para realizar nem a mais simplória das atividades.


E posso, ainda, nem conseguir que a minha filha pequena vá à escola. E, por isso, não conseguir comparecer ao serviço. Mas talvez, devido à paralisação dos transportes, as escolas nem funcionem, e os serviços nem abram, os produtos alimentícios não cheguem, tampouco o gás e muito menos o combustível.

Mas talvez não consiga escrever a próxima crônica, porque embora a situação política, econômica e vexatória atual seja um combustível e tanto, em termos de assunto, pode ser que além do pão e da água, acabe até mesmo a energia elétrica. (Ainda que já tenha sido firmado um acordo, um tanto quanto paliativo.)

Tudo isso por causa do maior assunto em voga – em qualquer rede social ou conversa de roda: a greve – de nem uma semana ainda! – dos caminhoneiros no Brasil e todo o caos emergencial que a mesma consegue gerar.

Ou talvez na realidade:

Tudo isso por causa do maior assunto em voga – em qualquer rede social ou conversa de roda: a greve – de nem uma semana ainda! – dos caminhoneiros no Brasil e o caos crônico do país que a mesma pode vir a exterminar. Isso porque, ao “atrapalhar” toda a nossa rotina, essa greve possa ser capaz de sacudir os brasileiros e fazer o gigante adormecido que está dentro de cada um de nós – despertar!

Priscilla Porto

Autora dos livros “A verdade que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para uma pessoa especial”.

Contato: priscillaporto@gmail.com