HNSD diz que dificuldades vão ser sanadas e pede apoio da população

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A mesa diretora do Hospital Nossa Senhora das Dores, hoje comandada por uma empresa particular, indicada pelo Ministério Público de Ponte Nova, para gerenciar o hospital, esteve reunido com a imprensa para falar sobre o início da nova gestão.

Para o diretor interventor, Ronaldo Rafael de Oliveira, indicado pelo MP, esta é uma oportunidade de colocar em dias a gestão financeira do hospital, já que as medidas poderão ser tomadas independentes da aprovação do conselho.


Para Ronaldo muitas situações têm que ser revistas e mudadas, como contratos com fornecedores, contratos médicos, prestadores de serviços.

O diretor da empresa VIPER, Igor Eto, que vai gerenciar a administração, disse que os levantamentos já começaram, e para ele a situação não é desesperadora, e com pé no chão e com as decisões certas, o hospital poderá tem em breve uma situação bem melhor, “O certo é que decisões terão que ser tomadas, mesmo que não agradem”, disse ele.

Perguntado sobre médicos que usam o hospital, como seus consultórios e médicos que tem aparelhos sendo usado para serviços particulares, o diretor informou que alguns contratos permitem este tipo de uso, de médicos, que alugam seus aparelhos ou podem atender em salas do hospital, mas que alguns valores terão que serem revistos.

Foi informado também o provável cancelamento de atendimento com o Plano de Saúde Mercoplan, que até havia sido feito, mas foi dado um prazo para que o mesmo acerte um debito com hospital, caso este débito não seja sanado. O diretor tranquiliza a população anunciando que já há entendimento com outro plano para o atendimento.

O diretor interventor, Ronaldo, disse que é importante sanar o mais rápido possível está situação do hospital, para que a população volte a ter confiança na entidade, e volte a ajudar com contribuições que é de suma importância. Para ele esta confiança está abalada, “Precisamos muita da confiança da população, e a ajuda, mas reconhecemos que só vamos conquistar se resolvermos os problemas da gestão”, disse ele.

Quem está também animado é o Provedor do Hospital, Francisco Cunha, que vê nesta intervenção de cogestão, a grande oportunidade de fazer o hospital voltar a ser o que sempre foi “respeitado”, “Nós da mesa diretora, conselho, e eu, como provedor abrimos mão das nossas vaidades, quando aceitamos a indicação do Ministério Pública, em fazer uma intervenção consentida de cogestão. Nos não somos donos de nada, mas temos a responsabilidade de manter a honra de uma entidade centenária, que sempre atendeu bem a população. E este atendimento não vai parar”, disse Francisco.

Francisco pede que a população, as empresas, entidades, voltem a confiar no HNSD, e voltem a ajudar com suas contribuições como sempre fizeram.

De acordo com o regime jurídico do HNSD, o MP só poderia intervir se houvesse um consentimento do Conselho da Irmandade do hospital, sendo que esta autorização foi concedida. A evolução da nova gestão será acompanhada por três Promotores de Justiça de Ponte Nova, que terão relatórios periodicamente, das decisões, execução e resultados.