André Luiz poderá ser candidato a Presidente do Brasil, STF decide hoje

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Foto: André Luiz e o Juiz Sérgio Moro em Curitiba/PR

Valéria Monteiro, Modesto Carvalhosa, Eduardo Fernandes Silva  e André Luiz Rhouglas . Todos eles são brasileiros e nunca tiveram um mandato, mas alimentam o mesmo sonho: ser presidente da República. Isso mesmo, e a partir de 2018. A falta de credibilidade dos políticos associada à possibilidade de se candidatar sem ser filiado a um partido, assunto que será analisado na próxima quarta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF), alimenta esse plano um tanto ousado entre brasileiros. Anônimos ou famosos, eles veem na aprovação da candidatura avulsa a chance de chegar ao Palácio do Planalto e construir uma outra história para o país.


A candidatura avulsa poderá ser o caminho para que o comerciante André Rhouglas, de 56 anos, realize o sonho de ser presidente. Mineiro de Ponte Nova, Rhouglas ganhou fama recentemente ao ser o único manifestante a comparecer na análise da primeira denúncia contra o presidente Michel Temer no Congresso Nacional. Apesar de ter concorrido em três eleições, ele nunca exerceu cargo eletivo. Em 2000, tentou ser prefeito de Ponte Nova e, como vice, colocou o nome de sua própria mãe. Mas a visibilidade da dobradinha inusitada não garantiu sua eleição.

Dono de uma empresa que faz faixas e placas, Rhouglas se tornou manifestante profissional desde 1999, quando começou a rodar o Brasil – ele já foi até a Argentina – para protestar e fazer greve de fome. Sempre preso a uma cruz, já manifestou contra a corrupção, pelo Ficha Limpa, contra a homofobia, no caso do assassinato da menina Isabella Nardoni, morta pelo pai e a madrasta em 2008. Também foi ao encontro do juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato.

Presidente municipal do DEM em Ponte Nova, Rhouglas descarta a possibilidade de o partido escolher seu nome em detrimento a uma possível candidatura do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ). “Geralmente, o presidente da República governa para o partido e não visando o interesse popular”, diz. Se eleito, ele quer tirar o direito de voto de quem recebe qualquer benefício do governo. “É um mecanismo de compra de voto”, considera Rhouglas, confiante na disputa. “É difícil, mas quem sabe não dá zebra”.

Matéria do Estado de Minas/BH em 02/10