Prefeitura quer a posse da sede social do EC Palmeirense junto ao Governo do Estado, entenda o caso

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Foto da sede social do clube, cedido por Alexandre Sammy

A mobilização do Prefeito Wagner Mol, PSB, de Ponte Nova, juntamente com o Deputado Estadual Roberto Andrade, também do PSB, junto ao Governo do estado, para que seja transferida a posse da área da sede social do Esporte Clube Palmeirense, para a prefeitura, segundo informações pegou a diretoria do clube e associados de surpresa.


Deste o 1/7, tramita na Assembleia de Minas, Projeto de Lei, que transfere ao Executivo  pontenovense, uma área de 11 mil metros  quadrados, onde está implantado a 70 anos a sede social do Esporte Clube Palmeirense.

Ainda segundo informações, nos próximos dias, vence a concessão em regime de comodato destá área, feita pelo Governo do Estado ao Clube Palmeirense.

As informações obtidas pela redação do UN, junto ao Secretário de Governo da Prefeitura, Fernando Andrade, informa que a intenção do prefeito, é de que, com a cessão para a prefeitura, a mesma será de forma definitiva retornada ao clube, através de lei específica, aprovada pela Câmara.

Para o secretário, a preocupação do Prefeito Wagner Mol, é com a constante ameaça do Governo do Estado, em vender, áreas construídas e prédios que o pertencem, como está sendo falado com a própria sede administrativa do Governo em BH. Neste caso, sendo cedida à prefeitura a mesma retornaria ao clube.

A redação do UN tentou falar com a direção do clube, que não quer se manifestar, alegando que não teve conhecimento prévio sobre a intenção do Prefeito. Neste caso preferem esperar por uma conversa, que segundo o Secretário de Governo, Fernando Andrade, já está marcado.

Correntes políticas ligadas ao EC Palmeirense, e ligados ao PT, são contra o interesse do Prefeito e deputado Estadual, do PSB neste tipo de transferência, sob a alegação de que o Executivo, queira impor interferência na administração do clube, com benefícios à população, que possam impossibilitar o caráter associativo do clube, para o retono definitivo da escritura ao clube.

Outra reclamação da direção e da corrente política contra, é de que, os termos do Ofício do Pedido junto ao Governo do Estado, usado pela prefeitura, não condiz com a atual situação, quando diz a solicitante, que o imóvel, “Sé encontra desocupado e sem destinação específica”, ainda na solicitação, diz o seguinte, “A administração municipal pretende utilizar o referido imóvel para a oferta de atividades esportivas, culturais e de lazer…”. O executivo garante que a devolução será imediata, ao clube, e que as expressões usadas, são necessárias, para a mobilização política.

 

Caso o Governo do Estado, mesmo com o regime de comodato, que pode ser renovado, tem o direito de colocar a venda, sob licitação. Neste caso o EC Palmeirense terá que comprar a área, e ter que enfrentar concorrência com outras empresas.