Morre motoboy esfaqueado na BR 120 próximo a Usina Santa Helena

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Em 22/08, por volta das 15hs50min, a Policia Militar de Ponte Nova recebeu uma ligação de uma equipe da Policia Rodoviária Estadual relatando que transitava pelo local sentido ponte nova, quando deparou com a vítima Carlos Jose de Lima, 42 anos, natural de Ponte Nova caída ao solo e sangrando muito ao lado de um veículo motocicleta Yamaha YBR; que ao deparar com Carlos José, juntamente com o motorista da ambulância da cidade de Porto Firme, que também passava pelo local, socorreram imediatamente a vítima até ao hospital Arnaldo Gavazza, que foi direcionado rapidamente para o bloco cirúrgico, contudo Carlos José conseguiu dizer para a enfermeira que o atendeu que após ter sido esfaqueado viu que logo em seguida parou próximo a ele um veiculo Astra verde e saiu em seguida.

Conforme informações, foi constatado que Carlos José recebeu aproximadamente 10 (dez) facadas na região do abdômen lado esquerdo.


Foram colhidas as informações que a referida motocicleta, encontrava-se com o descanso central levantado e na posição de estacionado. Que Carlos José, encontrava-se caída ao solo no asfalto e por cima da divisória do acostamento.

A motocicleta encontrava-se sentido Ponte Nova para Teixeiras/Viçosa, Carlos estava caído ao solo e com uma poça de sangue ao lado.

A motocicleta apresentava o pneu trazeiro furado e conforme informações de populares, a Carlos não teria comparecido para trabalhar no ponto de motoboy do bairro Triângulo Velho. Que referida o mesmo, teria um desentendimento com a ex-amásia que mora em Palmeiras de Fora na cidade de Acaiaca.

Todas às informações referentes ao crime foram passadas para ás demais guarnições do turno, que empenharam no rastreamento objetivando localizar e prender o possível autor (es).

Foi acionada a perícia técnica, comparecendo o perito ao local.

Carlos José, foi socorrida com vida até ao hospital Gavazza,permanecendo internada para os devidos procedimentos médicos.

Durante as diligencias as equipes fizeram contato com familiares de Carlos no hospital Arnaldo Gavaza e em conversa com uma testemunha, esta relatou que no dia 21/08 a autora Patrícia teria ligado pra ela e reclamado de Carlos. Diante das informações deslocaram até a residência da Patrícia, localizada em Laje do Piranga, zona rural de Ponte Nova e em contato com a suspeita Patrícia a respeito de José Carlos, negou os fatos. Disse que na verdade Carlos que sempre a ameaçava.

Questionada a respeito de um namorado que morava em outra cidade, ela negou inicialmente qualquer relacionamento, no entanto após conversa com familiares dela, os PMs tomaram conhecimento que ela conheceu um homem ha aproximadamente três meses e que ele residia na cidade de Teixeiras. Questionada novamente confirmou que mantém um namoro como um indivíduo de nome Célio, residente na referida cidade e que ele havia dormido em ponte nova em sua residência no dia 21/08 e deslocado para Teixeiras pela manhã.

Ante as informações deslocaram até a cidade de Teixeiras e em contato com o suspeito Célio, este negou inicialmente que tem qualquer relacionamento com alguém em ponte nova e que não teria pernoitado em ponte do dia 21/08 para o dia 22/08, contradizendo o que havia dito a suspeita Patrícia.

Depois de informado a ele o que a suspeita Patrícia havia dito, este voltou atrás no que havia dito e confirmou que namora a suspeita já faz algum tempo e que frequenta a cidade de Ponte Nova constantemente.

Questionado a respeito do ocorrido com Carlos José, o suspeito Célio relatou que há alguns dias a suspeita Patricia teria reclamado com ele que Carlos teria a ameaçado, por não aceitar o termino do relacionamento e, além disso, estava se recusando a assinar um recibo de moto que estava em nome de Patricia (suspeita). Na ultima semana a suspeita Patrícia relatou ao suspeito Célio que Carlos José teria a agredido e que era pra ele conseguir alguém para dar um fim em Carlos José, ou terminaria tudo com o suspeito Célio.

 

E em 21/08 Célio foi pressionado novamente pela suspeita Patrícia  para dar fim na vida da vitima Carlos José e ele disse que não tinha coragem, porem conhecia alguém que pudesse fazer, tendo a suspeita aceitado e inclusive se tivesse que pagar algo, ela pagaria. No mesmo dia segundo Célio fez contato com um indivíduo e em conversa com ele fez a proposta, tendo este aceitado. Que então passou o contato da suspeita para o individuo para que ela passasse todas as informações a respeito da vitima.

Em 22/08, segundo Célio a suspeita Patrícia entrou em contato com ele e confirmou que o plano seria executado, contudo teria que esperar Carlos José assinar o recibo da moto.

De acordo com Célio a suspeita iria ligar para uma parenta de Carlos, despistando para saber a respeito da assinatura do recibo e colher informações e por volta das 14 horas a suspeita ligou para ele e informou que a motocicleta de Carlos estava estacionada em frente a sua residência e era para o Célio fazer contato com o individuo a fim de mostrá-lo onde Carlos  morava e qual veiculo ele trabalhava. Célio disse ainda que após indicar o veiculo de Carlos para o individuo, estacionou seu veiculo, um Astra, em um bar na Avenida João evangelista de Almeida de onde observou o individuo aguardando Carlos sair de casa e algum tempo depois ele fazer contato com Carlos, acenando para a motocicleta que o mesmo conduzia  e pode ouvir o individuo perguntar a Carlo: “você conhece um ponto de motoboy em ponte nova, estou precisando”, logo em seguida o individuo foi ate ele e informou que Carlos cobrou o preço de r$ 20,00 (vinte reais), tendo passado ao individuo o referido valor, tendo o individuo retornado ate a Carlos e após uma breve conversa os dois saíram de moto sentido ao centro da cidade. que a mando de Patrícia ele seguiu os dois com seu veiculo, para segundo ele não levantar suspeita, porem antes de chegar na saída para viçosa perdeu os dois de vista devido ao transito, então decidiu deslocar para Teixeiras, sendo que próximo a fazenda Santa Helena na rodovia BR120 encontrou com Carlos caído ao solo e percebeu que ele estava ferido, entretanto temendo que algo pudesse lhe acontecer, não parou seu veiculo e seguiu com destino a Teixeiras. Informamos a suspeita Patrícia a respeito dos fatos narrados por Célio e esta negou que tivesse combinado algo contra Carlos.

Célio e Patrícia foram encaminhados ate o hospital Arnaldo Gavaza e foram atendidos pelo medico de plantão e nenhuma lesão foi constatada.

Foi dado voz de prisão aos dois e apresentados a autoridade de policia judiciária.

Na tarde de 23/08 Carlos José, não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.