Manifestações na Tribuna Livre pedem providências quanto à situação da UTIN do HNSD

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Foto : Raniely e Diana

Em 10 de agosto, dezenas de cidadãos compareceram à Câmara com o objetivo de buscar apoio para evitar o fechamento da maternidade e da UTI Neonatal do Hospital Nossa Senhora das Dores, conforme anúncio da própria instituição. Antes, eles fizeram uma caminhada com faixas e cartazes pedindo a manutenção dos setores.


Diana de Fátima da Silva Aguiar, mãe de uma criança que nasceu prematura e esteve internada na UTIN, participou da Tribuna Livre. Preocupada com a situação, ela ressaltou que uma vez que se consolide o fechamento dessas unidades, haverá restrição do direito à vida de “cidadãos que estão prestes a chegar ao mundo” e que o atendimento rápido que a UTI presta aos prematuros é que lhes dá condições de lutar pela vida.

Para Diana, a atual situação do Hospital não se trata unicamente de cálculo financeiro, de rombo nas contas, de falta de repasse público ou de falta de gestão. “Trata-se de falta de humanidade”, disse ela que, novamente, pediu apoio das autoridades municipais para que busquem medidas para reverter a situação.

A segunda participação na Tribuna Livre foi de Raniely Saraiva, avô de uma criança que também já esteve internada na UTIN, que falou sobre a interrupção nos serviços e pediu esclarecimentos do Hospital. Ele disse que é preciso cobrar intervenções da Câmara Municipal, Prefeitura e Ministério Público.

Com relação à Comissão do Consórcio Intermunicipal de Saúde (Cisamapi) constituída por prefeitos que terão o suporte de secretários de saúde e técnicos para acompanhar o processo, Raniely foi preciso ao dizer que “se acontecer de achar alguma coisa errada, que haja punição”.

A vereadora Aninha de Fizica (PSB) falou de sua visita juntamente com o vereador Montanha (PMDB) e o prefeito Wagner Mol (PSB) ao deputado estadual Thiago Cotta (PMDB) em Belo Horizonte. O mesmo se prontificou em vir a Ponte Nova, provavelmente, com o secretário de Saúde do Estado, para se inteirar da situação e buscar medidas para revertê-la.

José Rubens Tavares (PSDB) lembrou que, há alguns anos, o Hospital Arnaldo Gavazza passava também por dificuldades financeiras. Na ocasião, houve intervenção do Ministério Público. “Não estamos de braços cruzados e vamos levar esta causa até a última instância. Cadê os médicos? Não tem nenhum aqui. Funcionários do Hospital?”, disse Rubinho. “É preciso fazer uma devassa no Hospital da cidade. O que precisa ser feito é mostrar para o povo aqueles que estão ficando ricos nas costas do Hospital”.

Os vereadores Hermano (PT), Fiota (PEN), Betinho (PDT), José Osório (PT do B), Sérgio Ferrugem (PRB), Chico Fanica (REDE), Machadinho (PT do B), André Pessata (PSC) e Montanha (PMDB) destacaram apoio ao movimento e disseram que o Legislativo, dentro de suas atribuições, tem acompanhado todo o processo e está unido ao movimento na busca de soluções. Foram unânimes em ressaltarem a falta da transparência e os prejuízos que as famílias e, principalmente, as crianças que necessitam da UTI Neonatal irão enfrentar caso ela realmente feche no próximo mês. Uma comissão de vereadores será formada para avaliar a realidade da instituição.