Parceria da BCR/Bartofil/Codema/Semam rende mais um milhão de sementes

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Num fato inédito na história do meio ambiente em Ponte Nova, o viveiro do Passa-Cinco recebeu da BCR/Bartofil mais de 50.000 mil sementes diversas para produção de mudas de espécies nativas, além de cerca de 5.000 (cinco mil) sementes de urucum e cerca de 800.000 (oitocentas mil) sementes de quaresmeira, conhecida popularmente por quaresmeira-roxa. A parceria foi iniciativa da Diretoria Administrativa do Codema (Ricardo Motta e José Osório) e da Semam, através da titular da pasta, Alessandra Regina Gomes.

A entrega das sementes aconteceu na sexta-feira, dia 09 de dezembro, pela manhã, quando os empresários Carlos Bartolomeu e Márcio Bartholomeu (autor das fotos) foram recebidos pelo servidor municipal Olímpio Monteiro, Coordenador do Viveiro, que representou a Secretária Alessandra Gomes. Do ato, participaram também o presidente do Codema, Ricardo Motta, e a estudante/formanda em Licenciatura em Educação no campo, Camila de Freitas Teixeira.


As sementes foram coletas e selecionadas pela Sociedade de Investigações Florestais/SIF, entidade ligada ao Departamento de Engenharia Florestal da UFV/Universidade Federal de Viçosa. Tem alto poder de germinação (mais de 70%) e embaladas de acordo com normas técnicas para aguentar viagens longas. Lista das espécies de sementes entregues: ipê-amarelo, ipê-roxo, pau-de-viola, sibipiruna, orelha-de-macaco, angico-vermelho, cedro-rosa, faveiro-do-cerro, fedegoso, sete-cascas, cássia-rósea, quaresmeira, jacarandá-caviúna, pau-ferro e urucum.

Conheça as plantas (árvores) que brotarão das sementes do viveiro

Sete-cascas (Samanea tubulosa)Espécie  de árvore muito comum no nordeste de Minas Gerais, mais adaptada facilmente em Ponte Nova. Na Rodoviária Nova tem uma de mais de 10 metros de altura (pode atingi até 20 metros de altura e copa de 10 metros de diâmetro), plantada por João Lessa. Árvore Flor branca- roxa, como uma esponja, tamanho médio. Germinação e crescimento muito rápidos. Seu nome é devido a suas cascas que se soltam com muita facilidade.

Urucu/urucum é o fruto do urucuzeiro ou urucueiro (Bixa orellana), a arvoreta chega a atingir altura de até seis metros. É usada na culinária: como condimento e também colorante, emprega-se sob a forma de pó. Tem uso fitoterápico, pois é dotado de inúmeras características e propriedades. É utilizado tradicionalmente pelos índios brasileiros (juntamente com o jenipapo, de coloração preta) e peruanos, como fonte de matéria prima para tinturas vermelhas.

Faveiro-do-cerrado (Dimorphandra mollis) – A favela, fava d’anta, fava-de-arara, falso barbatimão, faveira representam alguns dos diversos nomes pelo o qual a espécie é conhecida nos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Tocantins e Maranhão. Ocorre de forma agrupada devida a sua dispersão principalmente por aves (tucanos e arara) e mamíferos (anta, bovino). A floração ocorre no período de janeiro a julho e a frutificação nos meses de abril a agosto.

Ipê-roxo (Handroanthus impetiginosus) é uma árvore da América do Sul, conhecida pela utilização medicinal e como madeira de lei. Seus nomes populares mais conhecidos são: piúva, pau-d’arco, piúna, ipê-roxo-de-bola, ipê-una, ipê-roxo-grande, ipê-de-minas, piúna-roxa. A espécie é rara, às vezes confundida com o ipê-rosa. Não existe registro da espécie no perímetro urbano de Ponte Nova, onde predominam os ipês rosa, amarelo e mulato. O ipê-roxo é tão raro quanto os ipês brancos e verdes.

Jacarandá-caviúna (Dalbergia nigra) é na verdade o jacarandá-da-baía, também chamado graúna, jacarandá-cabiúna, jacarandá-preto, jacarandá-una e pau-preto. É uma árvore fabácea (leguminosa) natural do Brasil, especialmente dos estados da Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Sibipiruna (Caesalpinia pluviosa) também conhecida como sebipira, é uma árvore de grande porte, nativa do Brasil, perenifólia, chegando a medir 28 metros de altura com até 6 metros de diâmetro da copa arredondada e muito vistosa. Flores amarelas com forma de pião, sendo o pendão de cor preto-acinzentada. Pertence à família do pau-brasil que tem ainda o pau-ferro. No perímetro urbano de Ponte Nova é a predominante na arborização.

Pau-ferro (Caesalpinia leiostachya) é uma árvore nativa da mata atlântica. A copa é arredondada e ampla, com cerca de 6 a 12 metros de diâmetro. O porte é imponente, atingindo de 20 a 30 metros de altura. O tronco apresenta 50 a 80 cm de diâmetro. Ele é claro, marmorizado, liso e descamante, o que lhe confere em efeito decorativo interessante. Pertence à família do pau-brasil que tem ainda a sibipiruna. Em Ponte Nova, existem diversas árvores plantadas em 1980 (logo após a enchente de 1979 que destruiu parte da Beira-Rio) As espécies estão próximas ao pontilhão de Ferro, na Avenida Custódio Silva.

Pau-de-viola (Tabebuia cassinoides), também chamada de fruta de tucano ou tucaneiro, caixeta, caxeta, pau-caixeta, pau-paraíba, pau-de-tamanco, tabebuia, tabebuia-do-brejo, tamancão, tamanqueira.  A madeira levemente rosada é usada em marcenaria, sendo a preferida pelo Luthier (Luthier é o profissional que trabalha com a construção e manutenção de instrumentos musicais) A espécie está ameaçada de extinção no Brasil.

Cássia-rósea ou cássia-gigante (Cassia grandis), conhecida na região amazônica com o nome de marimari é uma árvore da família das fabáceas. Possui crescimento rápido, atingindo 12 metros de altura e copa de 8 metros de diâmetro. As folhas são pequenas e caducas. Suas flores são de coloração rosa. Vagens enormes, por isto conhecido como cássia-gigante. Doversas árvores são encontradas no Passa-Cinco e nas matas ciliares do rio Piranga (perímetro urbano de Ponte Nova).

Cedro-rosa (Cedrela fissilis Vell.) Alguns pesquisadores descobriram outros nomes como: cedro-cetim, cedro-missioneiro ou acaiacá. Madeira muito usada construções civis, decoração, mobiliário, embalagens, chapas condensadas, molduras para quadros, caixa de cachimbo. Também é utilizada na medicina, no combate a febre, feridas e úlceras. A espécie é utilizada em arborização de praças públicas, parques, jardins e recuperação ecossistemas degradados.

Fedegoso (Cassia occidentalis L) é uma planta medicinal, também conhecida como café negro ou folha do pajé, utilizada principalmente para o tratamento de anemias. Pode ser comprada em algumas lojas de produtos naturais ou farmácias de manipulação. Ainda conhecida como balambala, fedegoso-verdadeiro, ibixuma, lava-prato, mangerioba, mamangá, mata-pasto, maioba, pajamarioba, pereriaba, taracurú. Trata-se de arbusto ou árvore que pode chegar até 02 (dois) metros de altura.

Ipê-amarelo (Tabebuia Alba) também conhecido no Brasil como aipê, ipê-branco, ipê-mamono, ipê-mandioca, ipê-ouro, ipê-pardo, ipê-vacariano, ipê-tabaco, ipê-do-cerrado, ipê-dourado, ipê-da-serra. Embora o ipê- amarelo seja considerado árvore símbolo do Brasil, pela Lei nº 6.607 de 7 de Dezembro de 1978 o pau-brasil foi declarado Árvore Nacional.

Orelha-de-macaco (Enterolobium contortisiliquum) é uma árvore nativa e típica da flora brasileira, popularmente conhecida como tamboril, orelha-de-negro, timbaúva. Embora sua madeira não seja considerada boa, diversas partes da árvore têm usos variados: por ser rica em saponina, pode servir para a produção caseira de sabão; por ter raízes longas e grossas, as mesmas se prestam ao fabrico de jangadas. Pode ainda ser usada em construção e na arborização de cidades ou em paisagismo. Em frente ao posto São Jorge, em Ponte Nova, existe um exemplar da espécie, registrada como a 2ª maior árvore do perímetro urbano.

Angico vermelho (Anadenanthera macrocarpa) também conhecido comoo angico-vassourinha, maminha de porca, angico, angico-preto, angico-do-campo, arapiraca, curupaí, angico-de-casca. Sua madeira é muito utilizada em construções civil e naval. A casca possui propriedades que permitiam ser utilizada por curtumes no tratamento de peles e couro. O angico-vermelho é considerado a espécie nativa de maior incidência no vale do rio Piranga. Para muitos deveria ser a árvore-símbolo de Ponte Nova.

Quaresmeira (Tibouchina granulosa) é uma árvore brasileira pioneira, da Mata Atlântica, principalmente da floresta ombrófila densa da encosta atlântica. Seu nome popular é devido à cor das flores e época de floração: entre os meses de janeiro e abril (período da quaresma), e também em junho-agosto. Além da variedade com flores roxas existe a de flores rosadas.