Manhuaçu: Examinador do Detran é acusado de abuso de autoridade é afastado

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O secretário da comissão examinadora do Detran de Manhuaçu, na Zona da Mata, foi afastado de seu cargo depois de discutir com instrutores de autoescola, pouco antes do início dos exames de alunos para a prova de direção. Segundo testemunhas, o secretário da comissão e policial civil, Fernando Ribeiro da Silva, ficou incomodado com o fato de um instrutor colocar o carro no local errado e gritou com ele e foi respondido no mesmo tom, o que resultou em um bate-boca entre os dois.

A tensão incomodou outros funcionários de auto-escolas, que, receosos que seus alunos ficassem tensos, cruzaram os braços e se negaram a fazer os exames. Depois disso, Ribeiro reivindicou que graças ao seu cargo teria o direito de exigir ordem no local. “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, declarou, depois de impedir que um dos instrutores tentasse falar.


Instrutores da cidade, que pediram para não serem identificados temendo represálias, disseram que o comportamento de Ribeiro é o mesmo há muitos anos, o que gerou a reação coletiva contra ele. “Ele começou a esculachar a gente. E isso vem acontecendo há mais de três anos”, contou um deles.

Ribeiro disse que não reagiu de forma equivocada, apenas exigiu organização para poder fazer um bom trabalho. “Não cometi nenhum excesso. O que acontece é que, por ser secretário da comissão, posso exigir um pouco mais”, explicou. Ele acusou os instrutores de organizarem um complô contra ele por não concordarem com seu modo de agir.

O delegado Carlos Roberto Souza, responsável pelos exames na cidade, disse que seu subordinado “mostrou uma postura um tanto quanto autoritária”.

“Já foi pedido que ele seja afastado de sua função. Quero deixar claro que esse não é o comportamento que a Polícia Civil espera de seus integrantes”, declarou.

Souza explicou que Ribeiro já foi informado que vai perder o cargo de secretário da comissão, mas vai continuar atuando como examinador e que a corregedoria da Polícia Civil ainda pode abrir uma sindicância sobre o caso.